domingo, 10 de agosto de 2008

Bourée's Music Box

"O mundo é uma caixinha de surpresas”! Eu sei que provérbios não são uma maneira muito criativa de iniciar um post, porém, a criatividade pode não ser o mais importante em algumas ocasiões. O que importa é a veracidade desta frase. O mundo está realmente repleto de surpresas, desde as mais agradáveis até aquelas que desejamos esquecer.

Exemplos não faltam.

Quem diria que aquele quarteto de Liverpool que cantava músicas tão românticas e inocentes (tá, pode ser que não tão inocentes assim), terminaria sua carreira gravando uma faixa instrumental com um hipnotizante “number nine” sendo repetido incansavelmente?
Quem diria que um dos maiores líderes de um movimento cultural totalmente revolucionário e controverso, como Gilberto Gil, se tornaria um dia uma unanimidade da música brasileira e até ministro (agora ex)?

Não é só na música que as surpresas aparecem em nossas vidas. E aquela menina que parecia tão insignificante uns anos atrás, ou era apenas um criança, que se torna uma mulher apaixonante e alvo dos olhares de todos os marmanjos? Quem nunca vivenciou essa pequena história de romance de rodoviária?
O nosso Grêmio (porque a Bourée é tricolor, tchê) que é o líder do campeonato? Surpresa! Eu, por exemplo, nunca imaginei que formaria uma banda com aquele cabeludo de bochechas rosas da fila do “Deep Purple” e muito menos com aquele gordinho simpático (e completamente bêbado) que conheci em uma histórica festa da UFRGS, que a mim pareceu ser mais um fã frenético de Renato Russo do que qualquer outra coisa.

Essa é a grande graça da vida, e, como a arte parece ser o espelho de nossa vida, essa é a graça da arte. É assim que enxergo a música e é assim que tento fazer cada composição da Bourée. Algo inesperado, algo único! Eu não quero uma banda de hard rock, funk, pagode, metal, rock progressivo, samba, frevo, tango, toada ou de marchinhas de carnaval. Eu quero uma banda de música, daquelas que você põe o CD e pensa “E agora, o que será que virá pela frente?”. Se não for assim, bom, daí a vida não tem a menor graça mesmo.

1 comentários:

Stigger

Podiscrê, Pereira. [1]

  © Blogger template por Emporium Digital 2008

Voltar para o TOPO