E o Brasil?
Bom, antes de mais nada, deixa eu me apresentar: oi, meu nome é Eduardo, tenho 21 anos, sou o vocalista/flautista da Bourée, tenho o Depósito de Idéias (que o Fanny fez o favor de não linkar na barra ao lado esquerdo) e, desde sempre, não gosto de Chaves nem de Beatles (não se preocupem, eu sou Gremista). Buena, postas de lado as banalidades, deixa eu fazer o que vim fazer aqui - que não era falar de mim, obviamente.
Já deu pra perceber que a Banda é uma mistura danada de ritmos, de estilos, né? Bom, meu papel aqui hoje é falar de uma de nossa maiores e mais ricas minas de ouro: a música Brasileira. Me pergunto: como seria o nosso som hoje, não fosse a influência de nomes como Chico Buarque, Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Villa-Lobos, Gilberto Gil, Toquinho, Caetano, Bethânia? E nem me prendo só pessoal elitizado, mas repito a pergunta com outros nomes: Cartola, Noel Rosa, Jorge Ben (grande Jorge!), Hermeto "Papai Noel" Pascoal (pra quem quiser viajar), Maria Creusa... Quem poderia dizer o que seria do nosso som se não fosse o grande exemplo que estes gigantes nos deram? Acima de tudo, a "brasileiridade" se apresenta em nosso som de duas formas: batida e inovação.
Quando falamos de Batida, nem é preciso explicar muito. Literalmente, todo mundo conhece o ritmo Groovinado e b
onito do Brasil - extremamente idolatrado em países como China, Rússia, EUA, Itália e - pasmem - Argentina. Porra, se até na Argentina os caras gostam, então deve de ser muito bom mesmo. E é. Não podemos acusar o gosto dos Hermanos: tanto as pegadas de raiz africana (como o samba-canção), quanto as que possuem influências do Jazz - lá fora a Bossa é chamada, também, de Brazilian Jazz - são extremamente sofisticadas e criativas. Além de sermos o país do Futebol, somos também o país da música (título este ferrenhamente disputado com Cuba).
Agora, quando falamos de inovação - e creio que esta seja a principal dádiva que recebemos desta pátria Verde-Amarela - é que chegamos realmente ao espírito da Bourée. Todos os nomes citados acima, grandes compositores, grandes interpretes, fizeram da arte de inovar a sua principal moeda. Todos, seja com a Bossa, seja com o Tropicalismo, seja com o Samba, todos eles inovaram. É isso que buscamos, acima de tudo: diferenciar o nosso som, fazer novas revoluções artísticas, passar uma mensagem inteligente, carregada desse lirismo desmedido - influência Portuguesa, assunto pra outro tópico - e de paixão pela música e pelo povo. Chega de bandinhas que seguem as modas vigentes sem um pingo de novidade sequer!
E muita caipirinha e vibrações positivas de Jah pra vocês!
:D

