quarta-feira, 20 de agosto de 2008

E o Brasil?

Bom, antes de mais nada, deixa eu me apresentar: oi, meu nome é Eduardo, tenho 21 anos, sou o vocalista/flautista da Bourée, tenho o Depósito de Idéias (que o Fanny fez o favor de não linkar na barra ao lado esquerdo) e, desde sempre, não gosto de Chaves nem de Beatles (não se preocupem, eu sou Gremista). Buena, postas de lado as banalidades, deixa eu fazer o que vim fazer aqui - que não era falar de mim, obviamente.
Já deu pra perceber que a Banda é uma mistura danada de ritmos, de estilos, ? Bom, meu papel aqui hoje é falar de uma de nossa maiores e mais ricas minas de ouro: a música Brasileira. Me pergunto: como seria o nosso som hoje, não fosse a influência de nomes como Chico Buarque, Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Villa-Lobos, Gilberto Gil, Toquinho, Caetano, Bethânia? E nem me prendo só pessoal elitizado, mas repito a pergunta com outros nomes: Cartola, Noel Rosa, Jorge Ben (grande Jorge!), Hermeto "Papai Noel" Pascoal (pra quem quiser viajar), Maria Creusa... Quem poderia dizer o que seria do nosso som se não fosse o grande exemplo que estes gigantes nos deram? Acima de tudo, a "brasileiridade" se apresenta em nosso som de duas formas: batida e inovação.
Quando falamos de Batida, nem é preciso explicar muito. Literalmente, todo mundo conhece o ritmo Groovinado e bonito do Brasil - extremamente idolatrado em países como China, Rússia, EUA, Itália e - pasmem - Argentina. Porra, se até na Argentina os caras gostam, então deve de ser muito bom mesmo. E é. Não podemos acusar o gosto dos Hermanos: tanto as pegadas de raiz africana (como o samba-canção), quanto as que possuem influências do Jazz - lá fora a Bossa é chamada, também, de Brazilian Jazz - são extremamente sofisticadas e criativas. Além de sermos o país do Futebol, somos também o país da música (título este ferrenhamente disputado com Cuba).
Agora, quando falamos de inovação - e creio que esta seja a principal dádiva que recebemos desta pátria Verde-Amarela - é que chegamos realmente ao espírito da Bourée. Todos os nomes citados acima, grandes compositores, grandes interpretes, fizeram da arte de inovar a sua principal moeda. Todos, seja com a Bossa, seja com o Tropicalismo, seja com o Samba, todos eles inovaram. É isso que buscamos, acima de tudo: diferenciar o nosso som, fazer novas revoluções artísticas, passar uma mensagem inteligente, carregada desse lirismo desmedido - influência Portuguesa, assunto pra outro tópico - e de paixão pela música e pelo povo. Chega de bandinhas que seguem as modas vigentes sem um pingo de novidade sequer!

E muita caipirinha e vibrações positivas de Jah pra vocês!


:D

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Sylvester Stallone dá a dica.

Antes de tudo, vou me apresentar rapidamente: oi, meu nome é Luísa, tenho 19 anos, sou vocalista/"tocadora de meia-lua" da Bourée, tenho o Fase do Vazio e, atualmente, sou uma grande fã de Rocky e Rambo.

Feitas as devidas apresentações, vamos ao que interessa.

Vou fazer um resumo do fim de semana: chuva, pouca grana e nada pra fazer. Resultado: alugamos (eu e o Fanny) todos os Rocky e todos os Rambo.

Depois de termos analisado minuciosamente toda a riqueza dos 10 filmes geniais do Stallone, venho aqui postar as "Dicas do Stallone". Sim, Rocky e Rambo são mais do que filmes marcantes dos anos 70/80, são dicas para a vida!

Vamos lá. 10 dicas em 10 filmes:

1) Cuspir no chão no primeiro encontro é bom. Dessa maneira, você mostrará sua masculinidade e virilidade, ganhando o pirão (gíria Bourée para gatinha(o)/gostosa(o)/pessoa fisicamente simpática). - aprendido em Rocky I
2) Invente piadas todos os dias e passe no local de trabalho da(o) pretendente duas vezes ao dia para contar uma nova. Se ela/ele não rir, diga que é difícil fazer piadas. - aprendido em Rocky I
3) Se você precisa lutar, lute. - aprendido em todos os filmes do Rocky
4) Soviéticos são fortes e estranhos. - aprendido em Rocky IV
5) "Se ele morrer, morreu." - dito por Ivan Drago em Rocky IV
6) "Eye of the tiger, eye of the tiger." - dito 758375697653 vezes por Apollo Creed em Rocky III
7) Não sinta dor - aprendido em todos os filmes do Rambo
8) Só confie no Trautman - aprendido no Rambo I, II e III.
9) Tendo um treinamento militar você pode carregar por vários km armas hiper pesadas que ficam em helicópteros. - aprendido em todos os filmes do Rambo
10) Não se meta em guerras ou você só "pegará" duas mulheres em 4 filmes (a tailandesa louca, que logo morre, e a americana, que ele nem chega a pegar de verdade). Caso se meta em guerras, não leve a mulher: ou ela morre ou ela arranja outra coisa pra fazer. Caso ela lhe dê algum souvernir, use-o (vide colar de pedrinha verde - Rambo II - e crucifixo - Rambo IV). - aprendido no Rambo II e IV

Sylvester Stallone salvando vidas. Esse merecia um 0800.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Personalidade Musical


Uma das coisas mais importantes em uma banda é a personalidade musical. Por "personalidade" entenda-se tudo aquilo que torna uma banda única e inconfundível, que faz você a reconhecer no soar do primeiro acorde (é, talvez um pouco depois), o que exige uma boa dose de criatividade e inovação.

Eu sinto falta disto nas bandas novas. Não que não haja mais inovação, mas as novas propostas são rapidamente aproveitadas pela mídia, copiadas e, por conseqüência, banalizadas. Banalizadas de tal forma que sua personalidade se volatiliza e desaparece. Porém, exemplos de bandas antigas que conseguiram criar um som com a sua cara não faltam:

- Led Zeppelin: quem poderia não identificar as batidas impiedosas de Bonham, a voz única de Plant, a guitarra gritante de Page e o baixo preciso de JPJ? Não reconhecer aquele rock pesado na medida certa e as eventuais doses de blues e country seria impossível.
- Jethro Tull: banda esta que constrói seus alicerces na genialidade de Ian Anderson. É ele quem dá o seu toque inconfundível às músicas que variam do rock ao céltico.
- Deep Purple: aquele caso que - excetuando-se a fase pós-80 - parece ser de dupla personalidade, veiculadas às duplas Gillan/Glover e Coverdale/Hughes.
- Os Mutantes: pois nunca mais irá surgir uma banda de rock psicodélico tropicalista, não adianta nem tentar.

Porém, para não me acusarem de saudosista e preconceituoso vou falar de duas bandas atuais - e por "atual" entenda-se "que fizeram sucesso na última década" - que definitivamente tem personalidade musical forte suficiente para que nenhuma outra banda pudesse copiá-los com sucesso. Se tornaram únicos.

Vou citar um exemplo nacional e um gringo.

Por aqui, a banda que me parece ter tido maior capacidade de formar uma verdadeira personalidade musical foi "Los Hermanos". Estes caras fizeram de uma combinação teoricamente saturada entre rock/samba/MPB algo completamente inovador. Os toques de melancolia em suas músicas, sua linha de vocal contínua e diferenciada acrescentados de um naipe de metais de sonoridade enferrujada fizeram desta banda algo impossível de se copiar. É notável o sucesso que tiveram ao tratar com criatividade uma mistura de ritmos não tão original assim. Foram eles os únicos a obterem grande sucesso com este estilo próprio, mesmo assim deixando alguns "filhotes" como a "Orquestra Imperial", que segue mais ou menos a mesma linha. Porém, estas crias não foram exploradas o suficiente para que este estilo se tornasse banalizado e sem personalidade. Ah, e aqueles que falarem que o sucesso deles se deve a "Ana Júlia" e não a uma personalidade musical, vale lembrar o célebre "não, porque nem sempre".

O exemplo internacional é uma das minhas bandas favoritas: "Red Hot Chili Peppers". Por que eu gosto do som deles? Po, os caras são groovinados demais! Em se tratando de mistura eles fizeram algo totalmente novo, e fizeram de forma absolutamente perfeita! Essa banda começou misturando punk e funk (hm, isso me lembra Ariano Suassuna) e aos poucos foi colocando nesta receita mais rock and roll. Com o passar dos tempos se aproximaram bastante do pop, sendo o amplamente criticado "By The Way" a expressão máxima do pop/funk. Porém, o último álbum reaproxima o som ao rock e trás faixas extremamente funkiadas. Claro que todo esse groove se deve principalmente ao seu baixista genial, mas também vale lembrar as linhas de vocal aceleradas de Kiedis, que contribuem ativamente para a criação deste efeito. Até agora, não vi nenhuma banda ter ao menos se aproximado de fazer esta mistura com tanta qualidade e sucesso.

Se lembram de mais alguma banda com personalidade?

domingo, 10 de agosto de 2008

Previsões Olímpicas


Todo ano é a mesma coisa, tem vidente prevendo a reeleição do Maluf, a morte da Dercy Gonçalves, um grande escândalo no Congresso Nacional, a recuperação milagrosa de uma celebridade morimbunda e uma catástrofe de avião.

Eu resolvi entrar nesse jogo também. Em ano de Olimpíadas faço minhas previsões.
Anotem, podem anotar! E depois me cobrem!



1- Os Estados Unidos serão os primeiros no quadro de medalhas e também os campeões no basquete;

2- A seleção de Dunga irá decepcionar (se bem que "decepção" denota expecitativa, acho que não seria a palavra certa nesse caso, mas enfim) e não trará a medalha de ouro;

3- O Brasil terá um novo ídolo atualmente desconhecido, que voltará a esta condição em no máximo 6 (seis) meses;

4- Phelps irá bater ao menos 3 (três) recordes olímpicos e 2 (dois) recordes mundiais (que já eram seus);

5- Um oriental será medalha de ouro no tênis-de-mesa;

6- Rafael Nadal irá tirar a cueca da bunda ao menos 256 (duzentas e cinqüenta e seis) vezes ao longo das competições;

7- Galvão Bueno irá errar a pronúncia do nome de ao menos 20 (vinte) atletas - não necessariamente estrangeiros - e a localização geográfica de ao menos 4 (quatro) países;

8- O Brasil não irá trazer medalhas na modalidade "hóquei sobre a grama", que também terá os menores indíces de audiência por aqui;

9- As Ilhas Virgens Norte Americanas, o Cabo Verde, e, finalmente, o Iêmen, não irão consquistar medalhas. Se fud****.

10- Ao menos 5 (cinco) atletas cubanos irão pedir asilo político para o governo do país sede das Olimpíadas. Opa, as Olimpíadas são na China? Esqueçam então, eles irão prefirir ficar em Cuba mesmo.

Bourée's Music Box

"O mundo é uma caixinha de surpresas”! Eu sei que provérbios não são uma maneira muito criativa de iniciar um post, porém, a criatividade pode não ser o mais importante em algumas ocasiões. O que importa é a veracidade desta frase. O mundo está realmente repleto de surpresas, desde as mais agradáveis até aquelas que desejamos esquecer.

Exemplos não faltam.

Quem diria que aquele quarteto de Liverpool que cantava músicas tão românticas e inocentes (tá, pode ser que não tão inocentes assim), terminaria sua carreira gravando uma faixa instrumental com um hipnotizante “number nine” sendo repetido incansavelmente?
Quem diria que um dos maiores líderes de um movimento cultural totalmente revolucionário e controverso, como Gilberto Gil, se tornaria um dia uma unanimidade da música brasileira e até ministro (agora ex)?

Não é só na música que as surpresas aparecem em nossas vidas. E aquela menina que parecia tão insignificante uns anos atrás, ou era apenas um criança, que se torna uma mulher apaixonante e alvo dos olhares de todos os marmanjos? Quem nunca vivenciou essa pequena história de romance de rodoviária?
O nosso Grêmio (porque a Bourée é tricolor, tchê) que é o líder do campeonato? Surpresa! Eu, por exemplo, nunca imaginei que formaria uma banda com aquele cabeludo de bochechas rosas da fila do “Deep Purple” e muito menos com aquele gordinho simpático (e completamente bêbado) que conheci em uma histórica festa da UFRGS, que a mim pareceu ser mais um fã frenético de Renato Russo do que qualquer outra coisa.

Essa é a grande graça da vida, e, como a arte parece ser o espelho de nossa vida, essa é a graça da arte. É assim que enxergo a música e é assim que tento fazer cada composição da Bourée. Algo inesperado, algo único! Eu não quero uma banda de hard rock, funk, pagode, metal, rock progressivo, samba, frevo, tango, toada ou de marchinhas de carnaval. Eu quero uma banda de música, daquelas que você põe o CD e pensa “E agora, o que será que virá pela frente?”. Se não for assim, bom, daí a vida não tem a menor graça mesmo.

O que é essa tal de Bourée?

Segundo o Wikipédia bourée é uma dança de origem francesa comum na província de Auvergne e Biscay na Espanha do século 17. Uma dança com dois tempos rápidos, com ritmo dançante usada por compositores para suas peças.
Bourée também é um passo de ballet, que nada mais é que um rápido movimento com os pés enquanto o(a) dançarino(a) está na ponta dos pés (pointe).
Além disso, o bourrée pode ser uma alusão à retirada de lã das ovelhas.

Conclui-se que Bourée é sinônimo de movimento, conceito que condiz com a verdade. Ficar parado olhando o mundo girar pode parecer interessante para alguns, mas a idéia é justamente movimentar, física e mentalmente, os ouvintes e leitores.
Sem pretensão alguma de revolucionar o mundo e todos seus habitantes, simplesmente é libertar das amarras do preconceito verde-amarelo contra o que é produzido dentro do nosso território. Com muita brasilidade, e também com influência francesa, a iniciativa é provocar aquele sentimento de inquietude natural que todo ser humano tem. Como a própria dança que é viva e que faz uso de ritmos simples. Usa-se a simplicidade a favor da criação, pois nem tudo que é complicado torna-se necessariamente bom ou correto.

Já a alusão com as ovelhas. Isso sim não tem nada a ver com a idéia Bourée de ser.

sábado, 9 de agosto de 2008

Perfil

Como toda banda, a Bourée é composta por pessoas, vamos agora conhecer um pouco mais delas.

Pereira

(Bateria)

Data de Nascimento: 8 de Outubro de 1990
Principais Influências: Bateristas setentistas, principalmente Ian Paice e John Bonham.
Top 5 Bandas: The Beatles, Pink Floyd, Jethro Tull, Secos e Molhados, Deep Purple
Show Inesquecível: Jethro Tull em Porto Alegre
Beatle Favorito: George Harrison
Como conheceu a banda: Conhecendo o Fanny velho na fila do show do “Deep Purple”

Fanny
(Guitarra)

Data de Nascimento: 20 de Julho de 1988.
Principais Influências: Rock Clássico, Blues e tudo que for bom.
Top 5 Bandas: Eric Clapton, Yes, Deep Purple, Secos e Molhados e Led Zeppelin.
Show Inesquecível: Stanley Jordan, no Abbey Road de porto Alegre e Deep Purple no Gigantinho em Porto Alegre.
Beatle Favorito: Paul McCartney
Como conheceu a banda: Essa história dá um post, conto depois.

Fabrício Mendonza

(Baixo)

Data de Nascimento: 13 de julho de 1989
Principais Influências: No baixo Paul, Tommy Shannon (SRV), Rick Danko (The Band)...
Top 5 Bandas: The Beatles, George Harrison (solo), Bob Dylan, Led Zeppelin, Supergrass
Show Inesquecível: Me esqueci...
Beatle Favorito: Beatle George
Como conheceu a banda: Não sei


Em breve dos outros membos.

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