quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Disco da Pátria no ar!


Eu estava um pouco medo de por as músicas de ensaio no ar. No MySpace é meio furada, então achei o site bandcamp. Que diferente dos "Meus Espaços" e "Traumas virtuais" da vida, tu não precisa abrir mão de certos direitos para por a música no ar. (se bem que ninguém da muita importância para isso...).

A customização da página peca um pouco, a única coisa que consegui alterar é o header (imagem de cima) e nem ficou tão boa assim, espero melhorar. Em clima de inicio das divulgações, disponibilizei no CampBand da Bourée a nossa primeira música: Disco da Pátria.

Disco da Pátria foi o inicio para a Bourée. Antes mesmo da banda ter um nome, a música já nascia, com a entrada do Pereira a música toma uma estrutura mais clara, nesse ano de banda a música mudou e chegou ao resultado que se tem para ouvir. Essa versão gravada ao vivo em um ensaio no Music Box é de setembro e contém pequenos deslizes, mas quando gravarmos novamente publicarei uma versão mais fodona.

Em breve disponibilizarei outros audio, mesmo que de ensaios para irem se acustumando e conhecendo a idéia Bourée de fazer música.

"Ova" AQUI

PS: Bourée procura locais para fazer show em Porto Alegre e arredores, interresados usar o contato da banda.

PS2: Também procuramos locais para gravar nosso som, quem quiser indicar ou fazer propaganda do seus serviços use os comentários ou o contato.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Embarcando no Expresso 2222



Qual o segredo para o sucesso?

Pra mim esta pergunta tem uma resposta muito simples: fazer algo atual, algo com que as pessoas se identifiquem, algo que diga alguma coisa sobre as pessoas, algo que cante a sua vida. Afinal, o que é a arte se não um reflexo um pouco turvo do mundo? O difícil mesmo é fazer isso.
Por isso que eu decidi fazer esta viagem até os anos 70 para encontrar um exemplo claro de um movimento musical que conseguiu fazer tudo isto: o Tropicalismo.

Ora, qual era o grande contexto, o grande problema, que surgia na mente das pessoas nesta época? Uns diriam a ditadura militar. Sem desconsiderar este problema político, eu acho que ele não é o que mais inquietava as pessoas nesta época. O grande fenômeno que confundiu todos os teóricos e todos os homens no Século XX foi sem dúvida a globalização. Se o mundo se torna cada vez mais próximo, homogêneo, aonde sobra espaço para as nossas próprias culturas? Será que de uma hora para a outra a brasilidade seria sugada pelo "american way of life"? O malandro pelo Tio Sam?

O Tropicalismo afirma justamente o contrário: os Estados Unidos estão aqui, o mundo inteiro está aqui, mas aqui ainda é o Brasil!

Gilberto Gil nos mostra isso perfeitamente no álbum "Expresso 2222".

Para começar a viagem, este gênio nos mostra o Brasil limpo, livre de qualuqer influência estrangeira em um ritmo meio africano, meio indígena em "Pipoca na Panela".

Uma faixa depois ele nos mostra que este ritmo é apenas uma lembrança. Que agora está lá em Londres, se sentindo muito longe daqui. Assim, aquele homem que poderia se encantar com as maravilhas do Europa e esquecer totalmente sua terra de origem ainda mantém laços fortíssimos com a sua cultura. Fenômeno este que seria descrito com entusiasmo pelos antropólogos é cantado por Gilberto Gil com maestria.

Este homem ainda faz mais! Ele quebra as barreiras do Brasil com o mundo. Ele mistura Miami com Copacabana, "Chiclete com Banana". Ele está disposto a por bebop no seu samba, mas só se o Tio Sam também estiver disposto a entrar em uma batucada brasileira. Assim, Gilberto Gil afirma que mesmo se pegarmos em guitarras, mesmo se aceitarmos o rock and roll, nós ainda somos brasileiros. Mais que isso! Afirma que isto no fundo é muito bom! Ele faz aquele movimento inevitável da globalização: o conhecer o outro e, logo depois, afirma sua própria identidade.

Ele nos mostra que estamos embarcando em uma verdadeira viagem para o futuro pelo Expresso 2222. Um futuro onde somos americanos, chineses, japoneses, mas acima de tudo brasileiros. Um futuro global.
Nos alerta que devemos nos orientar pelo Cruzeiro do Sul, mas considerar fortemente a possibilidade de ir pro Japão. Devemos a partir de agora decidir não apenas qual será nosso curso de pós-graduação, mas também aonde ele será feito.

E se ainda há alguma dúvida sobre o fato de não deixaremos de ser brasileiros por causa da globalização, Gilberto Gil reforça: "Cada macaco no seu galho. Eu não me canso de falar. O meu galho é na Bahia, o seu é em outro lugar".

E assim, esse movimento, o Tropicalismo, talvez tenha sido a última resposta ao público a necessidade de afirmação de uma identidade nacional. Por isso o tamanho do sucesso e da consagração, aliadas ao talento e a tudo mais que faz a música.

Um Brinde ao que Passou


Para os ainda desconhecem a banda devem pensar que essa vontade de expor a brasilidade é freqüente na banda. Mas a verdade é que a brasilidade aqui sempre comentada não é sempre unânime pelos membros da Bourée. Tem dias que acordamos e pensamos: Que tal um pouco do bom e velho rock n' roll?

Quando olhamos para bandas gringas, principalmente inglesas, que foram sucesso apartir dos 60's, como: The Who, Led Zeppelin e Deep Purple. Bandas que fazem parte de uma boa formação pessoal e que são indiscutivelmente lendas do rock. É que penseo, talvez nada que venha em um futuro será parecido com o que foi feito por eles. O que está feito, está feito. Naquela época as influências culturais, sociais e até politicas eram diferentes. Apesar da vontade de reviver o rock clássico, se tem um compromisso com o futuro. A questão é: não estamos vivendo os 70's.

Ao meu ver, o que nós sobra, como missão, é prestar a homenagem para as próximas gerações. E assim o fazemos.

My Generation do Who. A música que fala sobre a geração inglêsa do fim de 60's, mas que pode facilmente ser enquadrada em qualquer tribo de qualquer periodo é nossa escolhida para o show que preparamos. Como fazer uma cover não é justo com o The Who, fazemos versões a nosso modo, não somos eles - infelizmente - e portanto não queremos simplesmente imitar.

Escolher algo brasileiro para homenagear é uma escolha dificil. Barão Vermelho acabou sendo escolhido a música "Porque a Gente é Assim" marcou uma geração perguntando a todos se queriam mais uma dose, todos repopondiamos: É claro que eu tô afim!

E assim respondemos para nós mesmos - e para quem por ventura perguntar - a que viemos: Celebrar as gerações passadas sem esquecer da originalidade do que ainda não foi completamente criado. Ou simplesmente esperamos nossa próxima dose chegar.

domingo, 7 de setembro de 2008

Meu Sonho de Fazer um Filme

Quando eu era um rapaz jovem de cabelo cogumelo cortado pela mãe, ouvi falar de uma tal cerimonia que premiava filmes, chamada de Oscar. Até cheguei a assistir, mas não consegui aguentar ver toda. Me surpreendi quando vi os nomes dos premiados no jornal do outro dia. Estavam ali, todos listados e eu sem ter que ouvir toda a lenga-lenga das formalidades. Adorei.


Cental do Brasil foi o primeiro filme brasileiro que eu assisti, falavam muito dele na época e eu não resisti e fui ver. A verdade é que eu não gostei, era um filme muito distante para mim, sobre um sertão e com muita religiosidade. Gaúcho como sou e ateu como me tornei não poderia me indentificar com aquilo.

Mas todo mundo pensou depois de Central: Agora vai mudar!

Mudou nada. E para eu ver outro filme brasileiro teve que a globo por a mão e surgir "alto da compadecida" e depois reprisar 3 vezes ao ano. Brasil sempre foi muito mais de novelas. Hoje tenho a impressão das novelas estarem em baixa, mas não sei se é só impressão minha.

A questão é que a criatividade brasileira começou aparecer nos filmes. Os filmes brasileiros começam a existir de verdade para o próprio brasileiro, o que já começa a significar algo.
Walter Salles é, acredito eu, um dos maiores representantes do cinema brasileiro a nivel extrageiro. Que já foi eleito um dos 40 melhores diretores do mundo pela revista The Guardian.

Depois do filme Diarios de Motocicleta (2004), Salles deixou de ser somente um diretor brasileiro, e sim, um diretor internacional.
A questão é que a maioria dos filmes são uma co-produção de algum pai bacana com o brasil, que no geral é por causa de algumas poucas pessoas. Ficou claro para mim: É muito mais dificil fazer filmes no Brasil.

Eu mesmo tenho idéias que poderiam ser um filme, mas não tem algum meio de eu expressar essa idéia. O jeito mesmo é pegar a câmera de mão e ir filmando algo aleatório, colocar uma música de fundo. Depois postar no Youtube com uma música no fundo e dizer que é um Music-Video.

Aqui quando me refiro a filmes, quero dizer longa-metragem. Certo? No Rio Grande do Sul, até acontece uma pequena divulgação para quem é do ramo. Ao menos onão tem o logo da petrobrás a cada inicio de filme.


Em um festival ou mostra de filmes nacionais o que mais vai se poder ver é o simbolo da maldita refinaria. Mas até vale a pena se depois dela vier filmes como: Saneamento Básico, Cheiro do Ralo, Meu nome não é Johnny, Meu Tio Matou um Cara, Homem que Copiava...

Enquanto eu, sigo com meu sonho bobo de um dia ter aqueles papéis de baixo da cama virarem ao menos um curta metragem que ninguém vá ver.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

E o Brasil?

Bom, antes de mais nada, deixa eu me apresentar: oi, meu nome é Eduardo, tenho 21 anos, sou o vocalista/flautista da Bourée, tenho o Depósito de Idéias (que o Fanny fez o favor de não linkar na barra ao lado esquerdo) e, desde sempre, não gosto de Chaves nem de Beatles (não se preocupem, eu sou Gremista). Buena, postas de lado as banalidades, deixa eu fazer o que vim fazer aqui - que não era falar de mim, obviamente.
Já deu pra perceber que a Banda é uma mistura danada de ritmos, de estilos, ? Bom, meu papel aqui hoje é falar de uma de nossa maiores e mais ricas minas de ouro: a música Brasileira. Me pergunto: como seria o nosso som hoje, não fosse a influência de nomes como Chico Buarque, Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Villa-Lobos, Gilberto Gil, Toquinho, Caetano, Bethânia? E nem me prendo só pessoal elitizado, mas repito a pergunta com outros nomes: Cartola, Noel Rosa, Jorge Ben (grande Jorge!), Hermeto "Papai Noel" Pascoal (pra quem quiser viajar), Maria Creusa... Quem poderia dizer o que seria do nosso som se não fosse o grande exemplo que estes gigantes nos deram? Acima de tudo, a "brasileiridade" se apresenta em nosso som de duas formas: batida e inovação.
Quando falamos de Batida, nem é preciso explicar muito. Literalmente, todo mundo conhece o ritmo Groovinado e bonito do Brasil - extremamente idolatrado em países como China, Rússia, EUA, Itália e - pasmem - Argentina. Porra, se até na Argentina os caras gostam, então deve de ser muito bom mesmo. E é. Não podemos acusar o gosto dos Hermanos: tanto as pegadas de raiz africana (como o samba-canção), quanto as que possuem influências do Jazz - lá fora a Bossa é chamada, também, de Brazilian Jazz - são extremamente sofisticadas e criativas. Além de sermos o país do Futebol, somos também o país da música (título este ferrenhamente disputado com Cuba).
Agora, quando falamos de inovação - e creio que esta seja a principal dádiva que recebemos desta pátria Verde-Amarela - é que chegamos realmente ao espírito da Bourée. Todos os nomes citados acima, grandes compositores, grandes interpretes, fizeram da arte de inovar a sua principal moeda. Todos, seja com a Bossa, seja com o Tropicalismo, seja com o Samba, todos eles inovaram. É isso que buscamos, acima de tudo: diferenciar o nosso som, fazer novas revoluções artísticas, passar uma mensagem inteligente, carregada desse lirismo desmedido - influência Portuguesa, assunto pra outro tópico - e de paixão pela música e pelo povo. Chega de bandinhas que seguem as modas vigentes sem um pingo de novidade sequer!

E muita caipirinha e vibrações positivas de Jah pra vocês!


:D

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Sylvester Stallone dá a dica.

Antes de tudo, vou me apresentar rapidamente: oi, meu nome é Luísa, tenho 19 anos, sou vocalista/"tocadora de meia-lua" da Bourée, tenho o Fase do Vazio e, atualmente, sou uma grande fã de Rocky e Rambo.

Feitas as devidas apresentações, vamos ao que interessa.

Vou fazer um resumo do fim de semana: chuva, pouca grana e nada pra fazer. Resultado: alugamos (eu e o Fanny) todos os Rocky e todos os Rambo.

Depois de termos analisado minuciosamente toda a riqueza dos 10 filmes geniais do Stallone, venho aqui postar as "Dicas do Stallone". Sim, Rocky e Rambo são mais do que filmes marcantes dos anos 70/80, são dicas para a vida!

Vamos lá. 10 dicas em 10 filmes:

1) Cuspir no chão no primeiro encontro é bom. Dessa maneira, você mostrará sua masculinidade e virilidade, ganhando o pirão (gíria Bourée para gatinha(o)/gostosa(o)/pessoa fisicamente simpática). - aprendido em Rocky I
2) Invente piadas todos os dias e passe no local de trabalho da(o) pretendente duas vezes ao dia para contar uma nova. Se ela/ele não rir, diga que é difícil fazer piadas. - aprendido em Rocky I
3) Se você precisa lutar, lute. - aprendido em todos os filmes do Rocky
4) Soviéticos são fortes e estranhos. - aprendido em Rocky IV
5) "Se ele morrer, morreu." - dito por Ivan Drago em Rocky IV
6) "Eye of the tiger, eye of the tiger." - dito 758375697653 vezes por Apollo Creed em Rocky III
7) Não sinta dor - aprendido em todos os filmes do Rambo
8) Só confie no Trautman - aprendido no Rambo I, II e III.
9) Tendo um treinamento militar você pode carregar por vários km armas hiper pesadas que ficam em helicópteros. - aprendido em todos os filmes do Rambo
10) Não se meta em guerras ou você só "pegará" duas mulheres em 4 filmes (a tailandesa louca, que logo morre, e a americana, que ele nem chega a pegar de verdade). Caso se meta em guerras, não leve a mulher: ou ela morre ou ela arranja outra coisa pra fazer. Caso ela lhe dê algum souvernir, use-o (vide colar de pedrinha verde - Rambo II - e crucifixo - Rambo IV). - aprendido no Rambo II e IV

Sylvester Stallone salvando vidas. Esse merecia um 0800.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Personalidade Musical


Uma das coisas mais importantes em uma banda é a personalidade musical. Por "personalidade" entenda-se tudo aquilo que torna uma banda única e inconfundível, que faz você a reconhecer no soar do primeiro acorde (é, talvez um pouco depois), o que exige uma boa dose de criatividade e inovação.

Eu sinto falta disto nas bandas novas. Não que não haja mais inovação, mas as novas propostas são rapidamente aproveitadas pela mídia, copiadas e, por conseqüência, banalizadas. Banalizadas de tal forma que sua personalidade se volatiliza e desaparece. Porém, exemplos de bandas antigas que conseguiram criar um som com a sua cara não faltam:

- Led Zeppelin: quem poderia não identificar as batidas impiedosas de Bonham, a voz única de Plant, a guitarra gritante de Page e o baixo preciso de JPJ? Não reconhecer aquele rock pesado na medida certa e as eventuais doses de blues e country seria impossível.
- Jethro Tull: banda esta que constrói seus alicerces na genialidade de Ian Anderson. É ele quem dá o seu toque inconfundível às músicas que variam do rock ao céltico.
- Deep Purple: aquele caso que - excetuando-se a fase pós-80 - parece ser de dupla personalidade, veiculadas às duplas Gillan/Glover e Coverdale/Hughes.
- Os Mutantes: pois nunca mais irá surgir uma banda de rock psicodélico tropicalista, não adianta nem tentar.

Porém, para não me acusarem de saudosista e preconceituoso vou falar de duas bandas atuais - e por "atual" entenda-se "que fizeram sucesso na última década" - que definitivamente tem personalidade musical forte suficiente para que nenhuma outra banda pudesse copiá-los com sucesso. Se tornaram únicos.

Vou citar um exemplo nacional e um gringo.

Por aqui, a banda que me parece ter tido maior capacidade de formar uma verdadeira personalidade musical foi "Los Hermanos". Estes caras fizeram de uma combinação teoricamente saturada entre rock/samba/MPB algo completamente inovador. Os toques de melancolia em suas músicas, sua linha de vocal contínua e diferenciada acrescentados de um naipe de metais de sonoridade enferrujada fizeram desta banda algo impossível de se copiar. É notável o sucesso que tiveram ao tratar com criatividade uma mistura de ritmos não tão original assim. Foram eles os únicos a obterem grande sucesso com este estilo próprio, mesmo assim deixando alguns "filhotes" como a "Orquestra Imperial", que segue mais ou menos a mesma linha. Porém, estas crias não foram exploradas o suficiente para que este estilo se tornasse banalizado e sem personalidade. Ah, e aqueles que falarem que o sucesso deles se deve a "Ana Júlia" e não a uma personalidade musical, vale lembrar o célebre "não, porque nem sempre".

O exemplo internacional é uma das minhas bandas favoritas: "Red Hot Chili Peppers". Por que eu gosto do som deles? Po, os caras são groovinados demais! Em se tratando de mistura eles fizeram algo totalmente novo, e fizeram de forma absolutamente perfeita! Essa banda começou misturando punk e funk (hm, isso me lembra Ariano Suassuna) e aos poucos foi colocando nesta receita mais rock and roll. Com o passar dos tempos se aproximaram bastante do pop, sendo o amplamente criticado "By The Way" a expressão máxima do pop/funk. Porém, o último álbum reaproxima o som ao rock e trás faixas extremamente funkiadas. Claro que todo esse groove se deve principalmente ao seu baixista genial, mas também vale lembrar as linhas de vocal aceleradas de Kiedis, que contribuem ativamente para a criação deste efeito. Até agora, não vi nenhuma banda ter ao menos se aproximado de fazer esta mistura com tanta qualidade e sucesso.

Se lembram de mais alguma banda com personalidade?

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